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domingo, 2 de agosto de 2015

Parece vídeo game...



ou pra quem joga com 'quadrado' kkkkkk




domingo, 11 de maio de 2014

Copa e Olimpíadas no Brasil... o que fica é a frustração...



Imagina que você tem um grupo de amigos de infância que se reúne sempre de quatro em quatro anos para uma grande confraternização. Muitos vem de longe para a festa porque moram em outras cidades. Dessa fez você será o anfitrião e você quer que tudo seja perfeito, afinal os últimos encontros foram grandes festas e você não quer fazer feio. 

Para receber todo mundo bem você pretendia fazer algumas reformas em casa, mas a obra não andou da forma que você esperava. Algumas coisas não vão ficar prontas há tempo da festa e o custo foi bem maior do que você esperava. Para completar, recentemente você teve um tremendo arranca rabo com a sua esposa e vocês não estão se falando direito. Apesar dela achar que você está gastando demais com a festa o motivo da briga não foi só esse, vocês já não estão se dando bem faz um tempo e o clima não está bom dentro de casa. 

Há trinta dias da Copa do Mundo de 2014 e há cerca de dois anos das Olimpíadas do Rio é exatamente assim que eu me sinto. Uma tremenda festa vai acontecer aqui, querendo ou não ela vai acontecer pois seus convidados já estão a caminho, mas a nossa casa não está pronta e muito menos em clima de festa.

Lá em 2007 e 2009 quando o Brasil foi confirmado como país sede para a Copa e para as Olimpíadas eu fui um dos que comemorou muito. Como um fanático por esporte acreditei que estes eventos eram a chance de mudarmos a vida de muita gente no país, principalmente as Olimpíadas. Era a nossa chance de ter um ciclo olímpico amplo, impulsionar os esportes amadores no Brasil, criar centros de formação espalhados pelo país, apresentar esportes desconhecidos para os patrocinadores, resumindo, usar o esporte como ferramenta de transformação econômica e social.

No caso da Copa o maior legado não seriam os estádios, muito menos o turismo, e sim a infraestrutura. Principalmente em aeroportos e mobilidade urbana. Ter uma capital como São Paulo ou Rio com o Metrô integrado com o aeroporto seria totalmente possível, mas não fomos nessa direção, preferimos sonhar com um trem bala que desde o começo não passou de promessa eleitoreira (assim como o metrô de superfície de Vitória).

O sentimento para muitos brasileiros hoje é de que a Copa não é uma coisa boa e não deveria acontecer. A questão é que a Copa não é só pra gente, o mundo todo vai estar olhando para cá, e de olho não só no que acontece dentro dos estádios mas também no que acontece fora. Para o alemão, inglês, americano ou japonês que vier ao nosso pais a imagem que vai ficar é de um povo que pediu para organizar um evento e não conseguiu fazer direito.

Nós brasileiros sempre colocamos a culpa pelo nosso fracasso como nação nos outros, e ficamos todos melindrados quando um jornal estrangeiro noticia os nossas mazelas. Desculpem-me a franqueza mas quem pediu para FIFA fazer a copa aqui fomos nós, e não o contrário. Demonizar o futebol no Brasil, dizendo que quem apoia a copa é alienado pra mim é radicalismo e não leva a nada. Desculpa companheiro, se o estádio foi superfaturado e o aeroporto não ficou pronto a culpa não é do Neymar. Do mesmo modo se o Brasil for campeão, não vai ser mérito te governo nenhum.



Sei que é difícil, o assunto é polêmico, mas vou tentar ao máximo separar o esporte da política no caso da copa, sou louco por futebol e não me vejo torcendo contra a seleção, por outro lado sei que se o Brasil for campeão isso vai ser usado politicamente e isso teria consequências diretas nas eleições. Cabe a quem consegue fazer essa separação, difundir esse ponto de vista.

Já para as olimpíadas acho o caso até mais delicada, essa semana surgiu na imprensa uma notícia de que o COI teria sondado Londres, sede de 2012, e perguntado se no caso do Rio falhar na organização eles poderiam assumir os jogos de 2016. Hoje, apenas 10% das obras necessárias estariam prontas. Mesmo que isso não tenha acontecido de fato, só um boato desses ter surgido e noticiado já é uma baita vergonha.

No fim, o sentimento que fica é o de frustração, o sentimento de que estamos perdendo duas grandes chances de melhorarmos as coisas no Brasil, de darmos um passo a frente. Perdendo a chance de deixarmos de ser o "País do Futuro" e continuando a ser o país da corrupção e do jeitinho. A festa com os amigos vai acontecer, mas a casa vai continuar sem melhorar, e o clima entre o "marido" e a "esposa" tem tudo para ficar pior.

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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Pulseira para o Garmin Edge 500


Tenho uma bike speed e durante o pedal uso um Garmin Edge 500 como "ciclocomputador", talvez seja um dos modelos mais populares entre a galera do pedal por ter vários recursos legais e por ter um bom custo benefício. Como também gosto de correr costumo leva-lo durante as corridas para registrar os dados do treino, porém é meio ruim usar ele no bolso ou carregar na mão. 

Procurei na internet se havia algum tipo de pulseira para poder usar o Edge 500 como um relógio de pulso e acabei encontrando numa loja do Ebay o "Garmin Forerunner 910XT Quick Release Kit with Strap". Apesar de não ser o kit específico do Edge 500 eles tem encaixes compatíveis.

Resolvi arriscar e ele acabou de chegar. Fiz um teste driver e funciona perfeitamente, a pulseira é confortável e o aparelho não pesa no braço. Esteticamente não fica lá muito bonito, por causa do tamanho, especialmente se você tem um braço mais fino, porém é muito mais prático do que carregar no bolso, além disso você vai poder conferir os dados do seu treino muito mais facilmente. 

Fica a dica! 

Embalagem do "Quick Release Kit".

Pulseira no Braço. Veja que o encaixe é igual a base que fica na bike.

Garmin Edge 500 devidamente encaixado no pulso.


Visão lateral.


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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

O ciclo do futebol

O campeonato capixaba de futebol começou esta semana, e pelos jogos da primeira rodada será um dos melhores dos últimos tempos. O que vimos até agora foram times se preparando melhor para o torneio, fazendo pré-temporada, estruturando-se fora e dentro de campo.

O futebol é um negócio lucrativo em todos os cantos do mundo, porque não seria aqui no Espirito Santo? O povo capixaba, como todo bom brasileiro é amante do futebol. Só precisamos que o ciclo comece. Que alguma das partes envolvidas coloque essa engrenagem pra funcionar.

Clique na imagem para ampliar.

Muitos vão dizer, "faltou a federação!". Concordo que a nossa federação tem sérios problemas e está a muito tempo nas mãos de um mesmo grupo, que só quer usá-la pra fins políticos. Mas se o ciclo acima funcionar, mesmo com uma federação não atuante o nosso futebol decola, disso eu tenho certeza.

Vale ressaltar aqui a bela iniciativa do atual governo do estado que entrou de verdade nessa briga pelo nosso futebol e está investindo no campeonato através do Banestes. Quem sabe esse não é o empurrão que nós precisávamos? 

O certo é que meu lugar é no estádio torcendo pelo meu time do coração. Porque quem nunca sentou numa arquibancada, não sabe o que é futebol!

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domingo, 17 de junho de 2012

Desafio de Ciclismo Pe. José de Anchieta 2012 (diário de um "caça-foice")



Final de semana passada participei da minha primeira prova de ciclismo, o Desafio Pe. José de Anchieta. Saímos da praia de Camburi em Vitória e fomos até o município de Anchieta, no sul do estado, num percurso de 86km. Como bom caça-foice que sou, não vinha treinando regularmente por causa de outros compromissos, aquelas velhas desculpas de sempre, mas quando soube da prova me animei e fiz um treinamento intensivo com a equipe Omega nas últimas duas semanas. 


Segue aqui um relato da prova, minhas impressões e comentários:


Largada:
Fui pedalando de casa até Camburi, cheguei cedo pois o kit com a numeração seria entregue no local da largada. Chegando lá encontrei praticamente todo mundo que pedala em Vila Velha e Vitória. O ambiente era muito descontraído com brincadeiras e fotos. Afinal o ciclismo capixaba estava em festa! Ciclistas de várias idades e categorias diferentes numa mesma prova, e ainda recebendo atletas profissionais de outros estados, já que a prova valeu pontos pro Ranking da Confederação Brasileira de Ciclismo.A largada foi dada após o hino nacional e o pelotão entrou em movimento.


km 02 (Praia do Canto):
Entramos na praia do canto no maior pelotão de bikes que eu já tinha visto. Cerca de 300 atletas serpentiando pelas curvas da cidade. Várias pessoas nas calçadas e nas praças adminirando o pelotão com olhos curiosos. Para muitos foi o primeiro contato com uma prova dessa magnitude. Ponto para o esporte!


km 06 (Terceira Ponte):
O pelotão afunila e se espreme em uma pista só para passarmos na via expressa do pedágio. A subida é cruel, ainda bem que estamos no comecinho da prova. A falta de treinamento maltrata o coração! É nesse momento que tenho o meu pico de frequência cardíaca de toda a prova com 180bpm. O vento sul já dá as caras avisando que ia ser o carrasco do dia. Subo a ponte devagar pra não castigar muito as pernas, mas acabo perdendo contato com o pelotão principal, primeiro erro do dia.


km 10 (Vila Velha):
A ponte despedaçou a parte de trás do pelotão principal, criando vários grupos pequenos de caça-foices como eu. Até então a informação que eu tinha é de que a largada oficial seria em movimento então se perdesse o pelotão ali minha vida ia ficar muito complicada. Por isso baixei a cabeça, marcha pesada e acelerei pra pegar o pelotão.


Km 17 (Itaparica):  
Finalmente peguei o pelotão principal. Ufa... agora é passear até a largada e descansar na roda de alguém.


Km 22 (Largada Oficial- Terra Vermelha):
Hora de separar o joio do trigo, nesse caso os ciclistas dos caça-foices. Paramos logo depois do viaduto de Terra Vermelha. Larga a Elite com um carro de apoio, logo após o pessoal da Master, e por ultimo nós iniciantes. Minhas pernas ainda estão 100%, pulmão também. Como demoramos pra largar, consegui recuperar o esforço pra pegar o pelote e ainda deu tempo de mandar pra dentro um carbo-hidrato em gel. O pelotão dos iniciantes sai a todo vapor, pelo visto tem gente que não quer se misturar com “essa gentalha” e parte já a 40km/h. Vão com Deus! Fico no pelotão intermediário na casa dos 30km, sei que o pior ainda esta por vir e o vento sul não ia ajudar em nada.


O pelote vai se esfarelando mais uma vez e fico num grupo de mais ou menos 10 ciclistas. Vamos revessando a cara no vento não muito igualitariamente mas vamos indo bem. 


Km 35 (Pedágio - Queda):
Chegamos no pedágio e um dos funcionários da Rodosol, sempre muito gentis, indicava o caminho pela via expressa: “PRO CANTO, CANTO, CANTO, CANTO!”. Logo depois do pedágio meu grupo diminui a velocidade, uma ambulância está parada prestando socorro pra alguns ciclistas que se envolveram numa queda. Uma das fiscais de prova fala que está tudo bem com eles e seguimos caminho. Não entendi até agora como aquela galera caiu ali, pista boa, reta, sol, será que foi obra de algum caça metido a “sprintista”?


Km 44  (Setiba):
Vamos revezando a frente do “grupeto” a 30km de média até Setiba. Tinha esquecido que com vento sul a reta do pedágio dobra de tamanho. Quando curvamos para o contorno de Guarapari o vento dá uma amenizada mas pra compensar o terreno fica mais complicado. Mas eu treinei aqui, e as pernas ainda estão ok. Vamos simbora!
Em um dos morros me distraio dois segundos, e perco a roda do pelotão. Que vacilo! Corro atrás mas o pelote esfarelou mais ainda, agora somos só 5 e o pior ainda está por vir...


Km 71  (Meaipe):
O contorno de Guarapari é o trecho com maior quantidade de morros, nenhum muito alto, mas a sequência é desgastante principalmente pra mim que não gosta de girar numa cadência muito alta. O problema é que girando   lentamente a força necessária pra subir um morro atrás do outro é maior, e essa força vai se esvaindo aos poucos. Nesse trecho da prova acabo seguindo sozinho a maior parte do tempo, passo algumas pessoas, sou ultrapassado pro outros mas a gente não chega a formar um grupo. Como nessa fase todo mundo já tava castigado, seguir o ritmo do outro apesar de teoricamente ser mais fácil se torna muito complicado. Chego a Meaípe com o sentimento de "o pior já passou! cheguei" mas sou recebido por uma anfitriã bem chata...

Hidratação - Contorno de Guarapari (MonstroFotografia)


Km 86 (Anchieta - Chegada):
... a chuva! Se não bastasse o vento sul na cara durante toda a prova, quando finalmente chego na praia de Meaipe a chuva aperta. O trecho até Ubu (ou Ubá como disse o cara da CBC) é debaixo de uma chuva de vento que rapidamente deixa meu óculos cheio de gotículas me deixando cego. O asfalto tem vários buracos nesse trecho que com a chuva viram poças de lama bem perigosas. Nesse parte da prova minhas energias acabam, diminuo o rítmo, caio pra 23km/h... as vezes até menos. Agora virou passeio ciclístico, o que vale é completar a prova! Já chegando no trevo Dani passa de carro por mim e buzina!!! Minha carona chegou e vai me esperar na linha de chegada! Sebo nas canelas. Passo por um trecho pequeno de paralelepípedos que me deixa com as mãos doendo, mas tá valendo. Poucos metros na minha frente vejo um grupo que tinha passado por mim lá em Meaípe. Vejo que eles estão devagar e aos poucos vou me aproximando. Hora de fazer uma graça, se é pra chegar no final, vamos chegar com classe! Jogo umas três marchas pra cima, posição de ataque, e passo pelo grupinho a toda. Faltavam menos de 2km pra chegada, uma descidinha pra favorecer o sprint final e pronto! Cheguei. Depois de 3h:13m:55s eu cruzo a linha de chegada!


Dados do Percurso (Endomondo)

Incrivelmente, não me sinto cansado no final, as pernas que estavam doendo até meia hora a trás parecem estar zeradas. Será que é endorfina fazendo efeito nos músculos?! Desmontamos a bike, paramos pra almoçar na praia da costa e voltamos pra casa com a medalha no peito! 

Parabéns para os organizadores da prova, por terem agradado a todos, desde o profissional que ganhou na elite, ao caça que aqui vos escreve! Quem mais ganhou com essa prova foi o ciclismos capixaba! 

Ano que vem tem mais!

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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

João Paulo, ex-Rio Branco é destaque no time de base do Cruzeiro

O garoto João Paulo lançado pelo Rio Branco começa a brilhar no Cruzeiro. Ele marcou dois gols na vitória do time mineiro na estreia na Copa São Paulo de Juniores e foi destaque na imprensa mineira essa semana.


Atacante João Paulo foi o grande destaque da partida ao marcar duas vezes

Para lembrar como foi a transferência de João Paulo para minas ocorrida no segundo semestre de 2011, vale citar a entrevista do presidente do Rio Branco, Mauricio Duque ao gazetaesportes, na época da negociação:

"Nos últimos três dias fechamos a negociação. Quando trouxemos o João Paulo, a gente já tinha identificado que era um atleta de grande potencial. E o Rio Branco tinha uma parte dos direitos federativos e outra dos econômicos. Apostamos nele nesses últimos dois anos. O Cruzeiro nos procurou, nesses dois dias fizemos o novo contrato. O João Paulo vai por empréstimo até 31 de janeiro de 2012. Nesta data o Cruzeiro pode exercer a opção de comprar 50% dos direitos econômicos. Esse valor é de R$ 500 mil. E no geral, para o mercado, o valor da rescisão está em R$ 3.9 milhões", disse Duque. 

Ou seja, João Paulo pode render aos cofres do Rio Branco quase R$ 4 milhões!

O presidente ainda disse:

"É uma notícia que ajuda bastante em todos os sentidos. Dá aquele ânimo para a base, para os meninos se dedicarem. Para verem que não é preciso ir cedo para um time de fora para conseguir alguma coisa, apesar de todas as dificuldades do nosso futebol. Nosso futebol ainda chama a atençaõ de grandes clubes do País. É um somatório que pode vir a ser um marco importante para que a gente comece a ter alguns jogadores da nossa base saindo e possibilitando aos clubes recursos para investir na própria base". 


Clique aqui e confira uma das matérias sobre o jogo do Cruzeiro em que João Paulo foi o destaque.


fontes:
- Agência Estado
- http://www.hojeemdia.com.br/esportes/cruzeiro-goleia-e-avanca-a-segunda-fase-da-copa-s-o-paulo-1.391182
- GazetaOnline



sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Estádio Kleber Andrade na Revista Placar de 1986

Não vejo a hora de voltar a entrar no Kleber Andrade! Chegar uma hora antes do jogo, escolher um bom lugar,pra sentar, assistir à preliminar, ver a torcida do Rio Branco tomando um lado das arquibancadas, enquanto alguns gatos pingados da torcida adversária ocupam o outro lado do estádio.

Bons tempos da minha infância que não vejo a hora de reviver. Os mais antigos vão concordar comigo que torcer pro Brancão no Salvador Costa ou no Engenheiro Araripe, cá entre nós não é a mesma coisa. Apesar da torcida capa preta ser maioria em qualquer estádio do estado, não é a mesma coisa. Os mais jovens que hoje formam as torcidas organizadas como a Comando Alvi Negro provavelmente nem tinham nascido nessa época do "Monumental de Campo Grande".

Lembro de sair de Vila Velha de carro com meu pai e meu tio e na BR-2B2 ver um monte de gente com a camisa do Rio Branco nos outros carros, dentro dos ônibus, carregando bandeiras! Meu tio baixava o vidro da belina e gritava BRANCOOOO e do outro lado da rua alguem respondia!

O entorno do estádio ficava todo lotado de carros e de flanelinhas e as vezes tinhamos estacionar quase na BR perto da delegacia e caminhar a pé até o estádio.


A reportagem completa da placar você encontra aqui: Furacão Capixaba

O novo Kleber Andrade que está sendo construído pelo governo do estado tem previsão de inauguração para dezembro de 2012, e será o primeiro grande complexo esportivo do Estado. Sua construção terá mais de 350 metros de largura possuindo um pórtico monumental de acesso com a mais de 80 metros de comprimento, chegando, o anel coberto, a uma altura superior a 30 metros.


Dividido em dois grandes setores de público, o estádio abrigará até 26.000 espectadores em sua configuração final. Contará com Palco e Concha Acústica para eventos multiculturais, pista de atletismo, além do campo oficial. . Estando concorrendo inclusive para receber uma das seleções da copa de 2014 como sede de treinamento.

Mais informações sobre o projeto e o andamento das obras você encontra no site do IOPES.


Não vejo a hora de comemorar um gol do Rio Branco dentro deste estádio novinho em folha!

domingo, 21 de agosto de 2011

Ciclistas são sabotados com tachinhas nas ruas da USP

Apu Gomes/Folhapress

Ciclistas que treinam na Cidade Universitária, na zona oeste de São Paulo, relatam que têm sido sabotados há cerca de dois meses com tachinhas colocadas nas ruas.

A informação é de reportagem de Natália Cancian publicada na Folha desta segunda-feira (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

Segundo os atletas, as tachinhas são colocadas na região da raia olímpica e na praça da Reitoria, locais onde há maior movimento de bicicletas.

A suspeita é que elas tenham sido jogadas por alunos para furar o pneu das bicicletas. Funcionários do campus falam também em taxistas e motoristas de ônibus, incomodados com o excesso de bicicletas, muitas vezes em alta velocidade --até 45 km/h.

A Coordenadoria do Campus da USP disse que não tinha conhecimento do problema e orienta os atletas a registrarem as queixas na Guarda Universitária para que os casos sejam investigados.

fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/959756-ciclistas-sao-sabotados-com-tachinhas-nas-ruas-da-usp.shtml

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Minhas primeiras 10 milhas Garoto!


Em 2004 fiz o concurso para perito da polícia federal, conferindo o gabarito da prova achei que tinha sido classificado na primeira fase (garoto inocente!). Diante dessa possibilidade teria que enfrentar a segunda fase do concurso que consistia de uma prova física com natação, barra, salto e corrida. Empolgado em mudar de vida, fui pro calçadão da praia da costa e comecei a correr. No começo como todo mundo, corria um tempo, caminhava um pouco, até ir aumentando a distância e melhorando o tempo.

Saiu o resultado do concurso, eu não tinha passado, mas tinha gostado da experiência do treinamento e continuei correndo. Sempre tive dificuldade em manter a regularidade, e durante estes anos fiquei longos períodos sem correr, por causa de trabalho, casamento, o nascimento da minha filha ou por preguiça mesmo. Sempre fiquei na casa dos 10km como distância máxima, variando a frequência de treinamentos entre zero, uma, duas ou três corridas semanais, intercalando com o pedal do final de semana. Mas como disse de forma muito irregular.

Esse ano, resolvi finalmente criar vergonha na cara e me inscrevi nas 10 milhas Garoto, antes disso só havia participado de uma prova de 10km organizada pelo Banescard em 2010. Coloquei uma meta de treinamento rígida que começou 6 semanas antes da prova, regulei a alimentação após uma ida à nutricionista, calçei meus tênis e fui me embora correr.

Treinamentos do mês de julho acompanhados via endomondo.com.

O que relato agora é o que vivenciei (não existe verbo melhor para o que eu quero descrever), durante o final de semana da prova.

Sexta feira:

12h00 - Depois de uma semana regulando a quantidade e a qualidade da comida, o pessoal do trabalho resolve ir numa churrascaria a rodízio. Como era a despedida de uma amigo que estava trocando de emprego fui também.

18h00 - Chego em casa totalmente sem fome e me sentindo uma jibóia que tinha comigo um novilho gordo.

20h00 - Faço um lanche rápido, e vamos dormir em Vila Velha.

Sábado:

10h00 - Chego na garoto para buscar meu kit para a corrida. Tomo um susto com a quantidade de ambulantes na calçada vendendo desde cremes para massagem, a tênis de procedência duvidosa.

10h10 - Pego meu kit rapidamente, por sorte minha fila era a menor de todas. Começo a entrar no clima da prova vendo velhos, jovens, crianças, mulheres, gordos, magros, tinha de tudo. Percedo que apesar de muitos não se acharem capazes a corrida é um dos esporte mais democráticos e acessíveis.

18h00 - Combino com Luciano de irmos ao jantar de massas.

20h00 - Luciano me liga dizendo que o carro dele estava com "Overbook". Pego meu carro e vou pra Garoto.

20h10 - Encontro com Luciano e o pessoal da equipe "Bora" que estava com ele. Enfrentamos uma fila gigantesca mas que andava rápido.

20h30 - O jantar de massas é bem bacana e sem muita frescura. Um bom e velho bandejão com um macarrão pra garantir as energias para o dia seguinte.





22h00 - Chego em casa e arrumo minhas coisas para a prova: tênis, camisa, numeração, chip, meia, documento, carboidrato, calção.... opa! Cadê meu calção? Sabotagem?? Meu calção de corrida simplesmente desaparece.

23h00 - Desisto de procurar o calção, separo o "backup" e vou dormir.

23h30 - Acordo tossindo, e sentindo uns calafrios. Seria TPC? Tensão pré Corrida??? Cagaço apostólico?? Depois de um tempo volto a dormir, mas tenho uma noite de sono conturbada.

Domingo:

07h50 - Meu calção titular, inexplicavelmente surge na minha gaveta. (????) Vai entender!

08h00 - Tomo meu café, arrumo meu material e minha esposa me deixa em Jardim da Penha para a largada.

08h40 - Encontro vários amigos, pessoal do trabalho, conhecidos, galera do pedal, mas na hora da largada descido ficar sozinho. Afinal cada um vai no seu ritmo, e no meu caso não podia me deixar levar pelo ritmo dos outros sob pena de não ter gás para completar a prova.

08h50 - O sol está forte e percebo que não lembrei de passar o filtro solar. Lamentável.

A prova:


09h00 - É dada a largada! Saímos todos da praia de camburi, próximo ao clube dos oficiais.

1km - Próximo a ponte de Camburi, completo os primeiros mil metros muito bem. São quase 6mil pessoas correndo, imagem linda de se ver, a energia é muito bacana.

2km - Primeiro ponto de hidratação perto do Bobs, chego bem e aproveito a sombra das árvores. Só faltam 14km.

3km - Em frente ao shopping encontro com o batalhão dos bombeiros correndo e cantando.

4km - Segundo ponto de hidratação quase no pedágio, a ponte está chegando, já vejo pessoas caminhando. Olho pra ponte e vejo uma mar de gente tomando toda a subida. A adrenalina começa a subir. Pernas e pulmão ainda estão ok.

5km - Antes do vão central, as pernas estão surpreendentemente resistindo bem a subida, os carros passam na pista da esquerda bem devagar e muita gente passa incentivando os corredores. Algumas pessoas param na ponte para tirar fotos. Cada um se diverte de um jeito!

6km - Bem no alto da ponte o visual é incrível. Venta um pouco mas o sol é implacável. Minha camisa já está toda ensopada de suor. Mesmo assim sigo mantendo o ritmo.

7km - Passamos do vão central, já estamos na descida. As panturrilhas doem um pouco e tento controlar o ritmo para não descer muito rápido e acabar me machucando.

8km - Cheguei no inferno!!! O calor na frente do shopping Praia da Costa é sinistro. É apenas a metade da prova. Tomo meu gel, pego dois copos no posto de hidratação e sigo em frente.

9km - Na Antonio Athaide sinto o ritmo caindo, o calor me desgastou bastante e a ponte é um tremendo obstáculo. Nos botecos, tem um monte de gente sentada tomando cerveja e provocando os corredores.

10km - Meu primeiro momento de fraqueza. Vou desistir !!! As pernas estão bem a respiração também, mas é como se tivesse acabado o combustível. De repente ouço vozes cantando e batendo palmas. O batalhão da EAMES chegou cantando. Pego a roda deles, tento prestar atenção só nas musiquinhas e sigo em frente.

‎" Eu quero namorar essa loirinha que passa, não fumo não bebo, não tomo cachaça. Mas ela não me quer porque não tenho dinheiro, aí que ela se engana eu sou MARINHEIRO!" Essa foi minha predileta..

11km - Chegamos na praia o calçadão tá cheio de gente assistindo a prova. O pessoal da Marinha faz o maior sucesso com as músicas, e o povo responde batendo palmas.

12km - Passamos pelo Libanês e começa o caminho para a "Glória", a sombra dos prédios dá uma amenizada no calor, pego minha água no posto de hidratação, mas já não consigo mais acompanhar o pessoal da Marinha e fico pra trás.

13km - Descendo a Castelo Branco, que sofrimento. Minha cabeça parece que tá pegando fogo.

14km - Último posto de hidração, quase chegando em Jaburuna. Meu pior momento da prova. Vou me arrastando, trotando bem devagar. Uma senhora na calçada sentada numa cadeira de praia grita meu nome e diz pra eu não desistir (o nome está pendurado na camisa!). Mais na frente um velhinho sentado no ponto de ônibus diz, "agora virou passeio garoto, só tem gente andando". Não vou dar esse gostinho pra ninguém... não vou mesmo.

15km - Minhas pernas, parecem duas estacas de madeira que mal conseguem se dobrar. Já vejo a chegada! Andar agora seria morrer na praia.

16km ( e 90 metros) - Cruzo a linha de chegada em 2h04min de prova. Um pouco além do que eu esperava mas feliz por ter chegado.



11h30 - Entrego meu chip, pego a medalha e uma sacolinha com suco, frutas e umas barrinhas de cereal. Descubro que estou com fome! Tomo muita água, mas a temperatura da minha cabeça parece que beira os 50 graus. Vou direto para a casa da minha mãe caminhando, mais alguns Km´s pra soltar a musculatura.

11h50 - Chego em casa, tomo um banho, ligo pra minha esposa pra dizer que cheguei vivo, e deito na cama exausto. Não tô afim de comer.

13h00 - Acordo com calafrios e suando. Estou com 38,5 de frebe. How Nice!!! Tomo um paracetamol, tomo outro banho e volto pra cama.

14h00 - Levanto melhor da cama e vou almoçar. Pra terminar essa aventura, minha mãe fez Feijoada pro almoço de domingo!!! Se eu não morri correndo, não vai ser um pé de porco que vai me matar né não??!!! Como dois pratos bem servidos!

Até o ano que vem nas próximas 10 milhas!!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Confiante, Andy garante família Schleck campeã do Tour e promete sacrifícios (by ESPN Brasil)

O Tour de France está pegando fogo e esse ano não tem pra Contador. Pelo menos se depender da confiança dos irmãos Schleck. Veja a reportagem abaixo com as declarações de Andy Schleck publicadas no site da ESPN.

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O luxemburguês Andy Schleck se mostrou confiante que o título da atual edição do Tour de France vai ficar com a família Schelck. Vice campeão das últimas duas temporadas, ele está em quarto, enquanto seu irmão Frank é o vice-líder da competição. “Sabemos que nós dois não podemos ganhar o Tour no mesmo ano. E eu acredito que apenas um de nós subirá ao pódio, mas será de amarelo”, assegurou Andy Schleck, o mais jovem dos irmãos.

“Não queremos acabar em segundo ou terceiro. Preferimos que um ganhe e o outro termine em vigésimo, o que terá se sacrificado pela vitória”, completou. Andy ainda garantiu que a equipe está muito bem na briga pela camisa amarela e colocou cinco ciclistas na briga direta pelo Tour, mas afirmou que o atual campeão, Alberto Contador, não é o mais perigoso deles e tirou o atual líder, Thomas Voeckler, da briga.

“A equipe está completa e em forma. Estou em quarto, e Frank, em segundo. Estamo em uma posição perfeita para iniciar a batalha pela camisa amarela”, disse Andy Schleck. “Há cinco ciclistas na briga, mas Contador não é o rival mais perigoso neste momemto. E os Alpes são mais duros que os Pirineos. Voeckler não é um escalador puro, não está na briga”, completou.

O irmão mais novo da família Schleck ainda garantiu que a estratégia já está traçada, mas pode modificar durante a prova. Andy ainda garantiu que não vai ser derrubado pelo contra-relógio, que não é sua especialidade, da penúltima etapa, em Grenoble. “Já vimos o que vamos fazer na montanha. Mas não gosto de tomar decisões em função dos planos, prefiro fazê-las segunda as sensações que tenho na corrida”, disse Andy.

“A etapa de Grenoble é um contra-relógio que nos favorece, mesmo que não sejamos especialistas. Estou tranquilo que vamos fazer um bom tempo e estou disposto a sopfre este dia”, completou, analisando que chegar na etapa com uma vantagem de 30 segundos já seria o suficiente para manter a amarela.

Andy Schleck está confiante que o título do Tour ficará com sua família

Andy Schleck está confiante que o título do Tour ficará com sua família
Crédito da imagem: Reuters

fonte : www.espn.com.br

domingo, 3 de abril de 2011

sábado, 5 de março de 2011

O Caçafoice

No ciclismo existe um personagem muito famoso e temido chamado "caçafoice". É praticamente uma lenda urbana, todo mundo tem uma estória pra contar sobre um encontro que teve com essa entidade das estradas. Há algum tempo recebi o link de um site chamado http://www.cronicasdebicicleta.com e lá encontrei a definição perfeita do que é o "caçafoice". Toda a vez que leio morro de rir. Segue texto na integra e no final fotos de alguns exemplares. Se você é ciclista e se reconheceu nessa descrição, ou tem alguma estória pra contar, deixe seu comentário:

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Caçafoice é aquele sujeito que, por inexperiência, imprudência ou falta de talento, vive se expondo a perigo em cima de uma bicicleta: ignora as leis do trânsito, perde o equilíbrio quando vai beber água, não sinaliza seus movimentos, não respeita veículo ou pedestre, cai sozinho. Está, enfim, a todo instante, pedindo para ser levado pela Foiçuda — daí o nome.

É fácil reconhecer o caçafoice. Ele não usa capacete (ou o usa alto demais na cabeça), anda na contramão, pedala desavisadamente em lugares pouco recomendáveis, não dá a devida manutenção na bicicleta, xinga o motorista do carro quando se assusta. O caçafoice quase sempre começou a pedalar anteontem, mas gosta de aconselhar, dar explicações, contar histórias, demonstrar conhecimento.

Por falta ou por excesso, o caçafoice sempre peca. Ou está rindo muito, sinal de deslumbramento ou nervosismo, ou fazendo cara de mau, sinal de auto-afirmação — nunca está apenas tranqüilo. Ou não leva água e comida suficientes, passando sede, passando fome ou incomodando os demais com pedidos, ou leva uma imensa mochila com provisões para uma semana, quando uma banana ou uma barrinha de cereal teriam bastado.

Quando em grupo, o caçafoice prefere andar bem na frente ou bem atrás, nunca simplesmente no meio. Bem na frente vai o caçafoice bobo, iludido, querendo comunicar a todos que está forte e bem preparado, e que poderia estar andando mais rápido, não fosse o grupo; bem atrás vai o caçafoice consciente, evitando trair sua condição com barbeiragens involuntárias no meio do pelotão. Os do primeiro tipo, porém, costumam terminar os treinos com os do segundo tipo, porque se desgastam demais no começo, e sua pilha acaba.

A mulher do caçafoice sabe que seu marido não é um talento nato, pois há muitos indícios dentro de casa. O banho do caçafoice é demorado, porque ele chega em casa com uma corrente de graxa tatuada na panturrilha direita. Se houve algum furo de pneu, estarão imundas suas mãos e onde mais tenham elas encostado: testa, braços, pescoço, orelhas. O marido caçafoice gasta muito dinheiro na loja de bicicletas, mas raramente é para trocar seu equipamento por outro superior; normalmente, gasta-o com bugingangas — espelhinhos, faroletes, bolsinhas, cadeados, buzinas, garrafas térmicas, garrafas com canudos — ou com serviços muito simples que poderia ele próprio fazer. A mulher do caçafoice cuida do marido quando ele se rasga, se arranha ou se queixa de dores estranhas, mas evita pedir muitos detalhes — ela sabe que a culpa nunca foi dele.

Hoje conheci um belo espécime. Caça legítimo. Eu estava voltando do treino, às 7h da manhã, fazendo o trajeto da Estrada das Canoas à Mesa do Imperador, quando avistei o sujeito empurrando uma bela mountain bike de carbono. Parei, ofereci ajuda. Ele me pediu uma bomba, seu pneu traseiro estava arriado. Perguntei se não preferia trocá-lo, se ele tinha câmara-de-ar. Disse-me que tinha câmara, sim, mas que preferia apenas enchê-lo um pouco, o bastante para chegar em casa. Se precisasse, tornaria a enchê-lo em algum posto de gasolina, na rua Jardim Botânico.

Feito, agradeceu e saiu em disparada. Guardei a bomba, continuei, e logo estava novamente a seu lado. “Não é contra o relógio, é contra o vazamento de ar”, ele justificou, com esse trocadilho infame, nosso reencontro. Seu pneu estava novamente baixo. Sugeri que parássemos na Vista Chinesa para trocá-lo de uma vez. “Mas você tem ahabilidade?” — perguntou. “Tenho”, respondi, “mas você tem câmara, né?” Ele tinha.

Paramos na Vista. O Rio de Janeiro, lá embaixo, estava sensacional. Não deve ter sido difícil escolher a sede das Olimpíadas de 2016. Difícil foi soltar o pneu da roda do caça. Acho que ele nunca tinha trocado aquele pneu na vida. Havia uma espécie de cola, uma gosma maligna dentro do pneu, grudando o pneu no aro, a câmara no pneu, a fita na câmara. Que lenha! Ele explicou que aquilo era um produto que ele costumava usar num outro pneu, do tipo sem câmara, mas que acabou usando naquele ali também. Com apenas uma espátula (a que eu tinha, mais do que suficiente para os pneus da minha speed), foi tarefa complicada.

Quis ser didático, e ele parecia interessado. Expliquei que devemos encher ligeiramente a câmara nova, antes de colocá-la no pneu, para evitar que ela dobre. Fiz o que disse, mas reparei que o ar escapava da nova câmara, mesmo com o pino devidamente fechado. Localizei o furo. Os furos. A câmara “nova” tinha dois belos furinhos, e seria impossível enchê-la. Como ele não tinha outra, sugeri que colocássemos de volta a câmara velha, que estava, por assim dizer, menos furada. Pelo menos poderíamos enchê-la de quando em quando, até chegar à civilização.

O pino da câmara velha, porém, enferrujado e ressecado, se partiu ao menor contato com a bomba. Restavam duas possibilidades. Uma: usar a minha câmara, para pneus maiores que os dele (aro 700 contra aro 26). A outra: estratégia MacGyver, enchermos o pneu de mato.

Vinham chegando ao local, no entanto, dois outros mountain bikers. Sugeri ao caça do pneu furado que tentasse desenrolar com eles, que lhes perguntasse se o venderiam uma câmara pelo preço justo de, sei lá, dez, quinze reais. O caça não tinha dinheiro — era um caçaimprevidente! O que fiz foi pedir, eu mesmo, uma câmara em doação. Um dos mountain bikersdisse que tinha quatro câmaras (que exagero! Um caça do outro tipo!) e que não se importaria em nos ceder uma. Nesse meio tempo, porém, o caça original tinha conseguido encher a câmara antiga, a do pino quebrado, e ela parecia estar esvaziando muito lentamente, mesmo com furo e sem pino. Vendo isto, ele recusou a câmara do mountain biker e disse que colocássemos aquela mesma. Fiz o que ele me pediu, após o que, novamente, saiu em disparada.

Fiquei um tempo na Vista, conversando com os dois mountain bikers e com outras pessoas que lá chegaram. O assunto era justamente a beleza do dia e da cidade, e a facilidade da escolha para 2016. Na despedida, um deles falou: “Aposto que o outro está lá pela cachoeira com o pneu vazio de novo. Devia ter aceitado a câmara.”

Não deu outra. Na cachoeira, bem no meio da descida, ele empurrava a bicicleta. Encostei novamente e emprestei-lhe a bomba — na verdade enchi para ele o pneu, pois ele estava com “lombalgia”. E repetiu-se a cena duas ou três vezes até que chegamos à rua Jardim Botânico. Agora, ele estava seguro. E, seguro, estava feliz. Não há nada como um caçafoice feliz! Que fez então? Saiu em disparada.

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Olha a felicidade do Caça!!!

Sozinhos já são perigosos, se vir um bando CORRA!!!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Retrospectiva 2010

Essa semana fui fazer minhas compras de natal. Como todo final de ano teremos o tradicional amigo X em família. Um na casa dos meus pais, outro na casa dos meus sogros. Como sempre, estipulamos um valor médio para os presentes que na prática todo mundo estrapola, principalmente meu pai e meu sogro. Todo mundo quer ser o amigo desses dois. Eu particularmente já fui e me dei bem!

Enquanto comprava meus presentes, tarefa que como qualquer homem normal odeio fazer. Comecei a fazer minha retrospectiva desse ano. 2010 foi um ano muito bom em vários aspéctos e merece ser celebrado.

Esse ano ganhei um presente de Deus, minha filha nasceu com saúde, cheia de energia e alegria. Quando ela acorda as 3h da manhã gargalhando no berço as vezes acho que é alegria até demais, mas logo ela me contagia e tenho que me segurar pra não entrar na brincadeira, afinal tenho que trabalhar no dia seguinte. Minha vida mudou drasticamente, como pais de primeira viagem minha esposa e eu queremos fazer tudo da melhor forma possível, e isso toma tempo. Mas valhe muito, muito a pena. Até os 5kg que ganhei por parar de pedalar e correr.

Se não bastasse Mariana, também ganhei uma afilhada, minha sobrinha Vittória nasceu em outubro e nesse natal teremos bebes de verdade no presépio! Essas duas vão ser a tampa e panela, já to até imaginando.

No esporte meu time foi campeão depois de 25 anos na fila. E como eu sofri nessa fila. Quantas vezes ouvi as notícias de que havia sido montado um time bom sobre o comando de um Marcus Nunes da vida, comprei meu ingresso, fui no primeiro jogo e não voltei mais. Muito triste. Desses 25 anos muitos deles o Rio Branco nem chegou perto de brigar pelo título. Mas de 2008 pra cá isso mudou, o time se estruturou, chegou muito perto duas vezes e esse ano finalmente aconteceu. DÁ-LHE Brancão.

Na política também foi um ano bom, apesar de não concordar com a maioria que elegeu Dilma nossa nova presidente, como amante da Democracia sou obrigado a reconhece-la como tal. E cada vez que conseguimos eleger nossos líderes de forma civilizada a democracia se fortalece. Mas não confundam, reconhece-la como presidente não me impede de expor minhas opiniões quando elas forem contrárias, a democracia me garante esse direito e provavelmente use esses espaço no blog para isso.

Enfim, depois de 2 horas intermináveis de compras, com lojas cheias e vendedores irritantes, finalmente cheguei em casa e forrei o pé da árvore de natal com os presentes. Mas tudo vale a pena, não pelo presente que vou ganhar em troca, mas pela celebração do Natal com quem você gosta.

Final de ano é época de comemorar, de estar junto com aqueles que você chama de familia. Para nós católicos, a preparação do advento é um momento de reflexão sobre a vida que culmina com a celebração do natal em comunidade. Não deixe passar em branco!

Feliz natal a todos e um próspero 2011!

Ah, já ia esquecendo, como teremos o verão mais quente dos últimos anos em 2011, Mariana tem um recado.

Nesse verão beba bastante água!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Futuro do futebol capixaba, e o papel do Rio Branco!

Esse mês o Rio Branco sagrou-se Bi Campeão da Copa Espírito Santo Sub 17, o que demonstra o trabalho sério que o clube tem feito nas categorias de base. Eu acompanho as notícias e os comentários dos torcedores no site oficial (www.rbac.esp.br), e é fácil perceber o interesse de garotos e de seus pais em participar das peneiras. Tem sempre alguém perguntando quando vai ser a próxima.

No planejamento para 2011 está prevista a criação de escolinhas de futebol que vão preparar novos talentos. Hoje só existem as equipes SUB-17, SUB-20 e profissional.

É importante para o futebol capixaba que tenhamos uma base forte. O garoto que gosta de jogar bola tem que criar a sua identificação com o time local, não tem problema em torcer para times do Rio, São Paulo, Minas, etc, mas é aqui que o garoto que sonha em ser profissional tem que começar. Hoje torneios como a copa gazetinha garimpam e exportam os nossos jogadores para times de fora, ainda em estado bruto, num regime totalmente extrativista e predatório.

Nessas horas tem que ser bairrista, temos que valorizar o que é nosso. Não adianta ficar sonhando com um time na primeira divisão enquanto na imprensa local, se dá mais importância para torneio de varzea do que para o futebol profissional. Alias o entusiasmo do Jorge Bueri no globo esporte, merece um post só pra ele! Vou providenciar.

Quem foi na final do campeonato capixaba de 2010 viu a força que a marca Rio Branco tem, e a paixão da torcida. O caminho para o renascimento do futebol capixaba passa necessariamente por um Rio Branco forte. E acredito que depois de muitos e muitos anos, finalmente estamos no caminho certo graças a atual diretoria.

Mas não é só isso, como disse o presidente do clube em entrevista recente, "não adianta o Rio Branco ser um time forte no meio do nada". Os outros times tem que se estruturar, a imprensa apoiar, a federação se moralizar, para só assim o campeonato atrair mais patrocinadores e fazer a engrenagem toda rodar. Para sair da inércia precisamos do Brancão, e Vitorínha competitivos. O segundo time seria a Desportiva, mas não acredito que ela renasça das cinzas, não nos próximos anos, e ai vai ficar pra trás dos outros dois.

Falando francamente, pra você que nunca foi num estádio de futebol, torce pra times do Rio e só assiste jogos pela televisão, por favor me perdoe, mas você não sabe de verdade como é um jogo de futebol. A conversa de arquibancada, o radinho de pilha, xingar o juiz antes mesmo do jogo começar (não tem nada mais relaxante do que gritar um FIL!@## da PU!@#$@ coletivo!).

Vá ao estádio, escolha um time pra torcer, garanto que você vai se divertir. Como eu fiz com alguns amigos esse ano, o primeiro ingresso eu pago! Mas se eu pagar vai ter que torcer pro Brancão!