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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Pulseira para o Garmin Edge 500


Tenho uma bike speed e durante o pedal uso um Garmin Edge 500 como "ciclocomputador", talvez seja um dos modelos mais populares entre a galera do pedal por ter vários recursos legais e por ter um bom custo benefício. Como também gosto de correr costumo leva-lo durante as corridas para registrar os dados do treino, porém é meio ruim usar ele no bolso ou carregar na mão. 

Procurei na internet se havia algum tipo de pulseira para poder usar o Edge 500 como um relógio de pulso e acabei encontrando numa loja do Ebay o "Garmin Forerunner 910XT Quick Release Kit with Strap". Apesar de não ser o kit específico do Edge 500 eles tem encaixes compatíveis.

Resolvi arriscar e ele acabou de chegar. Fiz um teste driver e funciona perfeitamente, a pulseira é confortável e o aparelho não pesa no braço. Esteticamente não fica lá muito bonito, por causa do tamanho, especialmente se você tem um braço mais fino, porém é muito mais prático do que carregar no bolso, além disso você vai poder conferir os dados do seu treino muito mais facilmente. 

Fica a dica! 

Embalagem do "Quick Release Kit".

Pulseira no Braço. Veja que o encaixe é igual a base que fica na bike.

Garmin Edge 500 devidamente encaixado no pulso.


Visão lateral.


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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Minhas primeiras 10 milhas Garoto!


Em 2004 fiz o concurso para perito da polícia federal, conferindo o gabarito da prova achei que tinha sido classificado na primeira fase (garoto inocente!). Diante dessa possibilidade teria que enfrentar a segunda fase do concurso que consistia de uma prova física com natação, barra, salto e corrida. Empolgado em mudar de vida, fui pro calçadão da praia da costa e comecei a correr. No começo como todo mundo, corria um tempo, caminhava um pouco, até ir aumentando a distância e melhorando o tempo.

Saiu o resultado do concurso, eu não tinha passado, mas tinha gostado da experiência do treinamento e continuei correndo. Sempre tive dificuldade em manter a regularidade, e durante estes anos fiquei longos períodos sem correr, por causa de trabalho, casamento, o nascimento da minha filha ou por preguiça mesmo. Sempre fiquei na casa dos 10km como distância máxima, variando a frequência de treinamentos entre zero, uma, duas ou três corridas semanais, intercalando com o pedal do final de semana. Mas como disse de forma muito irregular.

Esse ano, resolvi finalmente criar vergonha na cara e me inscrevi nas 10 milhas Garoto, antes disso só havia participado de uma prova de 10km organizada pelo Banescard em 2010. Coloquei uma meta de treinamento rígida que começou 6 semanas antes da prova, regulei a alimentação após uma ida à nutricionista, calçei meus tênis e fui me embora correr.

Treinamentos do mês de julho acompanhados via endomondo.com.

O que relato agora é o que vivenciei (não existe verbo melhor para o que eu quero descrever), durante o final de semana da prova.

Sexta feira:

12h00 - Depois de uma semana regulando a quantidade e a qualidade da comida, o pessoal do trabalho resolve ir numa churrascaria a rodízio. Como era a despedida de uma amigo que estava trocando de emprego fui também.

18h00 - Chego em casa totalmente sem fome e me sentindo uma jibóia que tinha comigo um novilho gordo.

20h00 - Faço um lanche rápido, e vamos dormir em Vila Velha.

Sábado:

10h00 - Chego na garoto para buscar meu kit para a corrida. Tomo um susto com a quantidade de ambulantes na calçada vendendo desde cremes para massagem, a tênis de procedência duvidosa.

10h10 - Pego meu kit rapidamente, por sorte minha fila era a menor de todas. Começo a entrar no clima da prova vendo velhos, jovens, crianças, mulheres, gordos, magros, tinha de tudo. Percedo que apesar de muitos não se acharem capazes a corrida é um dos esporte mais democráticos e acessíveis.

18h00 - Combino com Luciano de irmos ao jantar de massas.

20h00 - Luciano me liga dizendo que o carro dele estava com "Overbook". Pego meu carro e vou pra Garoto.

20h10 - Encontro com Luciano e o pessoal da equipe "Bora" que estava com ele. Enfrentamos uma fila gigantesca mas que andava rápido.

20h30 - O jantar de massas é bem bacana e sem muita frescura. Um bom e velho bandejão com um macarrão pra garantir as energias para o dia seguinte.





22h00 - Chego em casa e arrumo minhas coisas para a prova: tênis, camisa, numeração, chip, meia, documento, carboidrato, calção.... opa! Cadê meu calção? Sabotagem?? Meu calção de corrida simplesmente desaparece.

23h00 - Desisto de procurar o calção, separo o "backup" e vou dormir.

23h30 - Acordo tossindo, e sentindo uns calafrios. Seria TPC? Tensão pré Corrida??? Cagaço apostólico?? Depois de um tempo volto a dormir, mas tenho uma noite de sono conturbada.

Domingo:

07h50 - Meu calção titular, inexplicavelmente surge na minha gaveta. (????) Vai entender!

08h00 - Tomo meu café, arrumo meu material e minha esposa me deixa em Jardim da Penha para a largada.

08h40 - Encontro vários amigos, pessoal do trabalho, conhecidos, galera do pedal, mas na hora da largada descido ficar sozinho. Afinal cada um vai no seu ritmo, e no meu caso não podia me deixar levar pelo ritmo dos outros sob pena de não ter gás para completar a prova.

08h50 - O sol está forte e percebo que não lembrei de passar o filtro solar. Lamentável.

A prova:


09h00 - É dada a largada! Saímos todos da praia de camburi, próximo ao clube dos oficiais.

1km - Próximo a ponte de Camburi, completo os primeiros mil metros muito bem. São quase 6mil pessoas correndo, imagem linda de se ver, a energia é muito bacana.

2km - Primeiro ponto de hidratação perto do Bobs, chego bem e aproveito a sombra das árvores. Só faltam 14km.

3km - Em frente ao shopping encontro com o batalhão dos bombeiros correndo e cantando.

4km - Segundo ponto de hidratação quase no pedágio, a ponte está chegando, já vejo pessoas caminhando. Olho pra ponte e vejo uma mar de gente tomando toda a subida. A adrenalina começa a subir. Pernas e pulmão ainda estão ok.

5km - Antes do vão central, as pernas estão surpreendentemente resistindo bem a subida, os carros passam na pista da esquerda bem devagar e muita gente passa incentivando os corredores. Algumas pessoas param na ponte para tirar fotos. Cada um se diverte de um jeito!

6km - Bem no alto da ponte o visual é incrível. Venta um pouco mas o sol é implacável. Minha camisa já está toda ensopada de suor. Mesmo assim sigo mantendo o ritmo.

7km - Passamos do vão central, já estamos na descida. As panturrilhas doem um pouco e tento controlar o ritmo para não descer muito rápido e acabar me machucando.

8km - Cheguei no inferno!!! O calor na frente do shopping Praia da Costa é sinistro. É apenas a metade da prova. Tomo meu gel, pego dois copos no posto de hidratação e sigo em frente.

9km - Na Antonio Athaide sinto o ritmo caindo, o calor me desgastou bastante e a ponte é um tremendo obstáculo. Nos botecos, tem um monte de gente sentada tomando cerveja e provocando os corredores.

10km - Meu primeiro momento de fraqueza. Vou desistir !!! As pernas estão bem a respiração também, mas é como se tivesse acabado o combustível. De repente ouço vozes cantando e batendo palmas. O batalhão da EAMES chegou cantando. Pego a roda deles, tento prestar atenção só nas musiquinhas e sigo em frente.

‎" Eu quero namorar essa loirinha que passa, não fumo não bebo, não tomo cachaça. Mas ela não me quer porque não tenho dinheiro, aí que ela se engana eu sou MARINHEIRO!" Essa foi minha predileta..

11km - Chegamos na praia o calçadão tá cheio de gente assistindo a prova. O pessoal da Marinha faz o maior sucesso com as músicas, e o povo responde batendo palmas.

12km - Passamos pelo Libanês e começa o caminho para a "Glória", a sombra dos prédios dá uma amenizada no calor, pego minha água no posto de hidratação, mas já não consigo mais acompanhar o pessoal da Marinha e fico pra trás.

13km - Descendo a Castelo Branco, que sofrimento. Minha cabeça parece que tá pegando fogo.

14km - Último posto de hidração, quase chegando em Jaburuna. Meu pior momento da prova. Vou me arrastando, trotando bem devagar. Uma senhora na calçada sentada numa cadeira de praia grita meu nome e diz pra eu não desistir (o nome está pendurado na camisa!). Mais na frente um velhinho sentado no ponto de ônibus diz, "agora virou passeio garoto, só tem gente andando". Não vou dar esse gostinho pra ninguém... não vou mesmo.

15km - Minhas pernas, parecem duas estacas de madeira que mal conseguem se dobrar. Já vejo a chegada! Andar agora seria morrer na praia.

16km ( e 90 metros) - Cruzo a linha de chegada em 2h04min de prova. Um pouco além do que eu esperava mas feliz por ter chegado.



11h30 - Entrego meu chip, pego a medalha e uma sacolinha com suco, frutas e umas barrinhas de cereal. Descubro que estou com fome! Tomo muita água, mas a temperatura da minha cabeça parece que beira os 50 graus. Vou direto para a casa da minha mãe caminhando, mais alguns Km´s pra soltar a musculatura.

11h50 - Chego em casa, tomo um banho, ligo pra minha esposa pra dizer que cheguei vivo, e deito na cama exausto. Não tô afim de comer.

13h00 - Acordo com calafrios e suando. Estou com 38,5 de frebe. How Nice!!! Tomo um paracetamol, tomo outro banho e volto pra cama.

14h00 - Levanto melhor da cama e vou almoçar. Pra terminar essa aventura, minha mãe fez Feijoada pro almoço de domingo!!! Se eu não morri correndo, não vai ser um pé de porco que vai me matar né não??!!! Como dois pratos bem servidos!

Até o ano que vem nas próximas 10 milhas!!