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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Carlos Alberto Sardenberg: A sinuca entre o preço da Gasolina e a Inflação


Texto de Carlos Alberto Sardenberg publicado em vários jornais pelo Brasil essa semana.

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Como conseguem?

É embaraçoso para o governo Dilma: como dizer que o automóvel particular a gasolina agora é o bandido, depois de ter passado anos dando-lhe tratamento de rei?

Não é modo de dizer. Os carros tiveram seus preços abatidos, via redução de impostos, e as montadoras locais foram apoiadas com proteção e financiamento subsidiado para aumentar a produção. Os compradores também foram brindados com enorme ampliação do crédito - nada menos que R$ 52 bilhões concedidos nos últimos dois anos.

De presente extra, a gasolina com o preço congelado e contido, para segurar a inflação e evitar a bronca dos motorizados.

Agradecidos, os brasileiros, especialmente os da nova classe média, foram à luta, quer dizer, aos bancos e concessionárias, e cumpriram sua obrigação de apoiar o crescimento do PIB. Saíram de carro por aí.

Infelizmente, a Petrobrás não conseguiu entrar na festa. Sua produção de petróleo estagnou, as refinarias não deram conta da demanda, as novas refinarias estão atrasadas, de modo que a estatal precisou importar cada vez mais gasolina. E a preços não brasileiros, claro.

Não é de estranhar que o resultado tenho saído muito errado. A inflação continuou elevada e  o crescimento permaneceu muito baixo. Sempre se pode dizer que tudo teria sido pior com a gasolina e os carros mais caros. Mas pior comparado com o que? De todo modo, o fato é que muitas outras coisas também deram errado. A Petrobrás, perdendo receita, sendo obrigada a vender gasolina mais barato do que importa, teve que se endividar. E  as ruas ficaram congestionadas, pois não se investiu na infraestrutura necessária para acolher os carros e abrir caminhos para o transporte coletivo.

Como consertar isso, considerando ainda mais que a Petrobrás precisa de dinheiro, muito dinheiro, para o pré-sal? E lembrando que o dólar caro veio para ficar?

Claro, precisa aumentar o preço da gasolina para turbinar as receitas da estatal. Quanto? Se for apenas para equilibrar o preço atual, pelo menos 20%. Se for para recuperar perdas passadas, uns 30%. 

Mas isso jogaria a inflação de novo para cima do teto da meta - 6,5% - e provocaria uma justa bronca na classe média. Qual é? Não era para comprar carro?

Que tal, então, um aumento moderado para a gasolina e para o diesel? Ruim também. Talvez pior. Provocaria inflação de qualquer jeito - pois o índice está rodando em torno do teto - não resolveria o caixa da Petrobrás e deixaria todo mundo aborrecido.

E para complicar, tem mais essa proposta do prefeito de São Paulo, Fernando Hadad, de colocar um imposto de 50 centavos por litro de gasoloina e  usar todo o dinheiro para subsidiar e reduzir tarifas de ônibus. Para efeitos de índice de inflação, a redução da tarifa compensaria a alta da gasolina, mas vá explicar para o pessoal que está tudo bem com a gasolina a R$ 4,20.

Imaginem o impacto psicolólogico e social, pois a gasolina subiria em dose dupla, uma para a Petrobrás, outra para os ônibus. E como estes passam a ter prioridade, os brasileiros que micaram com os carros pagarão mais caro para ficar em congestionamento mais demorado.

Como o governo pode ter se equivocado tanto? 

Seria uma pergunta cabível se o resto estivesse funcionando. Mas considerem apenas o que tem saído na imprensa nps últimos dias.

As usinas de Jirau e Santo Antonio, em construção no rio Madeira, vão gerar uma carga de energia que não pode ser levada pela linha de transmissão projetada. Simplesmente queimaria tudo. A linha é insuficiente. Sabe-se disse desde 2010 - e ainda estão discutindo para descobrir de quem é a culpa.

Mas deve estar sobrando energia, não é mesmo? Usinas eólicas estão prontas e paradas há um ano, por falta de linhas de transmissão.

Há uma guerra judicial no setor elétrico, com o governo tentando empurrar para empresas a conta da energia produzida nas usinas térmicas. 

Há milho para ser estocado, uma superprodução,  e armazéns da Conab fechados por falta de manutenção ou porque estocam milho... velho. 

Na política econômica, o Brasil é o único país importante que está subindo juros. É também o único emergente de peso que não pode se aproveitar do momento internacional para deixar a moeda local se desvalorizar o tanto necessário para dar muito competitividade às exportações. 

Uma ironia: a "nova matriz" do governo, alardeada pela presidente Dilma, se baseava em juro baixo e dólar caro, para ter crescimento elevado. Pois no momento em que o dólar sobe sózinho, por conta dos EUA, o BC brasileiro tem que elevar os juros e tentar segurar o dólar para controlar a inflação. E lá se vai o PIB.

Uma ironia pedagógica, se é que conseguem aprender com tantos equívocos. 

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sábado, 13 de julho de 2013

200 Países e 200 Anos em 4 Minutos


Assisti à esse vídeo recentemente em um treinamento e achei válido compartilhar. Algumas coisas que podemos tirar desses dados:

1 - A ideia de que o pobre cada vez fica mais pobre e o rico cada vez mais rico é relativa. Apesar de ao longo dos últimos 200 anos a diferença entre o mais rico e o mais pobre tenha aumentado consideravelmente, a nação mais pobre de hoje é mais evoluída do que as mais ricas de 200 anos atrás. Ou seja, todos estão melhorando sim, mas em velocidades completamente diferentes.

2 - A África precisa de investimentos externos, sozinha não vai alcançar as outras nem nos próximos 200 anos. Questões sociais, guerras civis, epidemias e a má exploração dos recursos naturais seguram o continente no fim da fila.

3 - Como uma guerra é prejudicial para uma nação. Mesmo pra quem ganha.

4 - Como a corrupção no Brasil atrasa o nosso crescimento. Poderíamos estar bem melhor nesse gráfico.

Hans Rosling (nascido em 27 de julho de 1948) é um médico sueco, estatístico e palestrante. Ele é professor no Internacional Karolinska Institute, co-fundador e presidente da Fundação Gapminder

Procure por ele na internet e você vai encontrar várias palestras interessantes, com estatísticas sobre vários temas diferentes. Sempre com uma abordagem simples, visual e didática. Fica a dica para os professores de História e Geografia e curiosos de plantão.

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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Petróleo traz pobreza ao Rio e pré-sal repete modelo, revela pesquisa


Em tempo de manifestações sobre a partilha dos royalties do pré-sal, é importante pensarmos em algumas coisas. Se no Espírito Santo o dinheiro do Petróleo nas mãos do governador Paulo Hartung foi a ferramenta necessária para a reconstrução do estado após o desastroso mandato de José Inácio, no norte do Rio de Janeiro ele é motivo de desgosto.

Quem já esteve em Macaé sabe do que eu estou falando. Chega a ser revoltante andar pela cidade mal cuidada sabendo que ela devia ser uma das mais prósperas e desenvolvidas do país.

É um absurdo dizer que os royalties devem ser distribuídos igualitariamente entre os estados brasileiros, pois são os estados produtores que sofrem com os aspectos negativos da produção de Petróleo (especulação imobiliária, riscos ambientais, crescimento desordenado, etc.)

Se os recursos do Petróleo devem ser divididos, porque não dividimos os royalties do minério de Carajás? e a soja do centro oeste? e a madeira da Amazônia legal? A gente pode aproveitar e acabar com a guerra do ICMS e padronizar o valor do imposto para todo país. Que tal?

Essa disputa a muito tempo deixou de ser saudável para o Brasil. Somos uma federação de estados, com riquezas e mazelas diferentes, que devem ser respeitadas e vistas pela união com olhos realmente de unidade e não de hipocrisia e ganância.

Abaixo sequem os dados de pesquisa realizada recentemente sobre o impacto do dinheiro do Petróleo no norte fluminense ao longo dos anos e também uma entrevista com o professor responsável, publicadas respectivamente no Geofísica Brasil e no Terra.

Dica enviada por Renato Freitas, vulgo Tech Buff.


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Os projetos do Congresso para a redistribuição dos royalties do pré-sal reforçam o modelo que tem trazido pobreza às cidades que recebem verba, afirma o professor Cláudio Paiva, da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp). Doutor em economia, ele pesquisou o destino do dinheiro do petróleo em cidades da Bacia de Campos, no norte do Rio de Janeiro, e verificou que a pobreza persiste apesar de muito dinheiro em mãos: é a maldição da abundância. O problema, diz, é que o recurso extra se perde em burocracia, aumento do funcionalismo e corrupção.

- Em cidades como Campos dos Goytacazes, criou-se uma maldição da riqueza. Esse dinheiro foi gasto com a máquina pública e não trouxe desenvolvimento. Com essa distribuição dos recursos do pré-sal que está sendo discutida, certamente também não traremos desenvolvimento.


CIDADE RICA: Plataforma de petróleo na Bacia de Campos - município de Campos dos Goytacazes recebeu mais de R$ 1 bilhão em royalties em 2010 (Foto: Futura Press)


CIDADE POBRE: Enchente afeta moradores do Bairro de Ururaí, em Campos dos Goytacazes. (Foto: Futura Press)

A pesquisa de Paiva aponta que investimentos em saúde e educação não foram prioritários nos últimos anos no norte fluminense. A maioria dos gastos em Campos dos Goytacazes, por exemplo, foi para dar conta do inchaço da máquina pública. O município recebeu em 2010 mais de R$ 1 bilhão pelos royalties, segundo dados do InfoRoyalties, sistema da Universidade Candido Mendes. A verba, porém, teve que dar conta de um número crescente de empregados do governo municipal. O número de pessoas empregadas no serviço público subiu de 6 mil em 2000 para 17,4 mil em 2010, três vezes mais do que os empregos no setor privado.

O projeto que redistribui recursos do pré-sal entre estados produtores e não-produtores foi aprovado no Senado sob protestos dos parlamentares do Rio de Janeiro e Espírito Santo. A proposta apresentada em substitutivo do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) diminui a verba que vai para estes Estados e a que fica com a União. O debate pouco tratou das áreas de aplicação das verbas e acabou centrado no embate entre Estados por mais recursos. Em trecho em que explica como deve ser aplicado o dinheiro dos chamados Fundos Participativos, o texto do senado lista uma infinidade de setores que vão da defesa civil ao combate as drogas.

Campos dos Goytacazes é a cidade brasileira que mais recebeu recursos do petróleo ao longo da historia, mesmo antes de se descobrir o pré-sal. O município levava cerca de 32% dos royalties do petróleo em 2008, conforme apontou a pesquisa da Unesp. Mas a qualidade de vida da população não melhorou. A cidade tem um PIB (Produto Interno Bruto) per capta de R$ 67.445,76, de acordo com o IBGE. O número é três vezes maior que o PIB per capta de Niterói, de R$ 19.317,72. Ainda assim, o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) em Campos coloca a cidade 54 posições abaixo de Niterói no ranking fluminense. O índice de Niterói - 0,886 numa escala em que o máximo é 1 - é o melhor do Rio, enquanto o de Campos é apenas 0,752. Isso significa que a riqueza do PIB não está sendo convertida em desenvolvimento da educação, saúde e em distribuição de renda.
Cidades destacadas em laranja escuro pertencem a região do norte fluminense que mais recebe royalties: aumento de gastos com a máquina pública não garantiu melhora no desenvolvimento humano (Fontes: InfoRoyalties, a partir de Agência Nacional do Petróleo e Ministério do Trabalho/Pnud)

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Leia a entrevista do pesquisador Cláudio Paiva.

Terra Magazine - Qual a sua leitura do projeto de distribuição dos royalties do pré-sal aprovado no Senado na última semana?

Cláudio Paiva - A disputa federativa é legítima, mas o que aconteceu no Senado foi uma disputa fratricida. Precisávamos que o debate fosse sobre um projeto de nação, pois o pré-sal é uma oportunidade única de enfrentamento de problemas regionais e sociais históricos. O que a gente viu foi cada Estado olhando seu caso particular. Me parece um debate muito pobre. Perdemos uma chance histórica de transformação da sociedade brasileira.

Sua pesquisa mostra que as cidades do Rio vivem na pobreza apesar dos recursos do petróleo. Corremos o risco de reproduzir esse padrão com os recursos do pré-sal?

Em cidades como Campos (dos Goytacazes), criou-se uma maldição da riqueza. Esse dinheiro foi gasto com a máquina pública e não trouxe desenvolvimento. Com essa distribuição dos recursos do pré-sal, certamente não traremos desenvolvimento. É importante que a gente olhe as experiências passadas. Desde a Lei do Petróleo, nós temos a experiência da elevada concentração de recursos do petróleo na cidade de Campos, por exemplo. Os municípios do Rio de Janeiro são os que mais recebem recursos do petróleo. Isso foi muito ruim. Levou a corrupção, não melhorou a saúde, não melhorou a habitação, não melhorou educação. A infraestrutura do município é muito precária. Nós temos essa possibilidade de olhar a experiência passada e ver que o formato aprovado no Senado é muito ruim. Destinar os recursos do pré-sal para Estados e municípios gastarem com folha de pagamento, com previdência ou com obras de cunho eleitoral é má utilização do dinheiro público. É importantíssimo que esse dinheiro não vá para o ralo.

Durante os debates sobre a distribuição dos royalties no Senado, faltou discutir onde aplicar?

Nós tínhamos que olhar para como promover a redução das desigualdades regionais e sociais. A pulverização do fundo por muitas áreas diversas e muitos municípios é ruim. A previsão inicial é investir em educação, infraestrutura, cultura, saúde, segurança, meio ambiente, defesa civil... tem até prevenção do uso de drogas. São muitas áreas, isso não vai levar o país a um desenvolvimento pleno.

Qual seria um modelo mais adequado, na sua opinião?

Precisamos de uma ação mais focalizada, escolher dois ou três setores e fazer maciços investimentos. Setores como educação, pesquisa e infraestrutura. O correto não seria fazer essa total distribuição, mas agregar mais recursos para que você fizesse um investimento que pudesse mudar nosso padrão de desenvolvimento. O segundo ponto é a ideia de que é necessário estabelecer um controle social muito forte sobre esses recursos. É muito dinheiro para dar uma liberdade extrema aos governantes. É necessário que o controle social seja pleno.

Terra Magazine - Terça, 25 de outubro de 2011 - Dayanne Sousa

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

GVT oferece TV por assinatura em 14 cidades e planeja superar NET

Estou desde o início deste ano querendo trocar minha TV por assinatura, vi alguns planos mais em conta do que o que tenho hoje, mas estou aguardando o lançamento dos produtos da GVT. Se eles tiverem uma postura tão agressiva quanto a que demostraram na telefonia e na banda larga, acho que vão revolucionar o mercado, pelo menos quanto aos preços.

Recentemente foi divulgado que a GVT está negociando com a Globo os direitos para comercialização dos seus canais (SporTV,MultShow,etc), ou seja, teremos um preço baixo e com grande variedade. Só nos resta torcer para que esta negociação não amarre os valores dos pacotes para se fazer um cartel. O que acredito que não vai acontecer, já que a idéia da GVT é bater de frente com a NET. Vamos ver!

Abaixo matéria da revista exame sobre as intenções da GVT
. De acordo com o cronograma, Vitória está prevista para ter o serviço disponível ainda este ano. Vamos aguardar.

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São Paulo -- Presente em 103 cidades de 18 estados, a GVT pretende lançar seus serviços de TV por assinatura via satélite (conhecida pela sigla DTH, de direct to home) e via Internet (IPTV) nas principais capitais e em outras grandes cidades do país ainda neste ano. O plano havia sido esboçado ainda em 2010. Em maio deste ano, a empresa divulgou que sua meta, muito ambiciosa, é superar a NET em número de assinantes em dois anos.
O cronograma de lançamento está planejado em duas etapas. No quarto trimestre deste ano, serão atendidas Curitiba, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Recife, Campinas, Brasília, Porto Alegre, Fortaleza, Salvador, Goiânia, Vitória, Maringá (PR), Florianópolis, Guarulhos (SP) e a região do ABC paulista. No ano que vem, numa segunda etapa, o serviço será estendido às demais cidades onde a operadora já está presente. Essas informações, não oficiais, foram fornecida por uma fonte que conhece os planos da operadora. Oficialmente, a GVT diz que ainda estuda a lista dos primeiros municípios que receberão os serviços ainda neste ano.
Plataforma híbrida
Somente em 2011, a GVT está investindo R$ 220 milhões nessas operações e trabalhará com uma solução híbrida de TV por assinatura. Ou seja, DTH para transmissão direta e sua rede de fibra para viabilizar serviços interativos e integrados com a Internet (IPTV). Porém, o fornecimento de IPTV depende, ainda, da aprovação do projeto de lei 116/2010 (aprovado este mês pelo senado), que cria novas regras para o setor de TV paga e permitirá que empresas de capital estrangeiro, como a GVT, usem a tecnologia de cabo em suas operações no país.
A operadora pretende ser a primeira a ofertar serviços de IPTV no Brasil. “Só a GVT tem capacidade para ofertar serviços de IPTV com consistência e qualidade no País”, disse o presidente da operadora, Amos Genish, na coletiva de divulgação do balanço financeiro do primeiro trimestre da empresa. “A velocidade média da banda larga do cliente GVT é sete vezes maior em relação aos clientes que não são da GVT”, justificou, na ocasião, Alcides Troller, vice-presidente de marketing e vendas da operadora. Segundo dados da Nielsen, a velocidade média de navegação da base de clientes da GVT atingiu 9,1 Mbps em março, contra 1,3 Mbps da média brasileira.
Instaladores próprios
Num mercado onde a terceirização dos serviços de instalação predomina, cerca de 60% dos instaladores dos serviços da GVT são funcionários próprios da operadora. E a meta é aumentar essa proporção para 80% até o final do ano.
A meta da GVT é deixar a NET para trás em número de assinantes de TV. "Em dois anos queremos passar a NET", prometeu Amos Genish. A NET conta com cerca de 4,5 milhões de clientes de TV por assinatura via cabo. A missão da GVT pode ser considerada ambiciosa se considerarmos que a Via Embratel, empresa nacional com a segunda maior base de assinantes em DTH, levou cerca de 18 meses para alcançar a marca de um milhão de clientes (atualmente se aproxima de 1,5 milhão).

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Vila Velha a Veneza Capixaba

Veneza, cidade italiana conhecida mundialmente pelos seus canais que se estendem por uma área de aproximadamente 410km2, classificada pela Unesco como Patrimônio da humanidade, recebe milhões de turistas por ano.

Com o Real forte atualmente, muitos brasileiros tem viajado para o exterior e conhecido cidades como Veneza. Mas para que? Eu te pergunto, para que? Se graças as nossas autoridades nós temos Vila Velha!

Veneza Capixaba


Vila Velha italiana

A situação em Vila Velha fica caótica sempre que chove. Os problemas estão na geografia que não ajuda, mas principalmente na falta de infraestrutura do município. Não dá pra culpar somente o atual prefeito, já que esse problema vem de longa data, muitos passaram por aquela cadeira, mas nenhum resolveu e para falar a verdade poucos tentaram. É mais fácil ir pra televisão e dizer que a culpa é da maré alta! (??????) Como assim seu prefeito? Quer dizer que não pode chover quando a maré tá alta? Deve ser por isso que há quase 500 anos atrás construíram o convento da Penha em cima da montanha né! Porque eu posso te garantir, naquela época a maré funcionava do mesmo jeitinho que funciona hoje.

Voltando ao problema, fiz uma pesquisa rápida sobre o que já se tentou fazer para resolver e achei uma noticia de 2003 no site da prefeitura falando sobre o andamento das obras da macrodrenagem (http://www.vilavelha.es.gov.br/Not%C3%ADcias/Geral/5812-PMVV-assina-protocolo-de-inten.html?ccedil-=&otilde-es-com-a-Caixa-para-obras-de-macrodrenagem=). Na época prometeu-se acabar de vez com os alagamentos. As cifras são altas, 735 milhões pra cá 810 milhões pra lá, mas o problema não se resolveu.

O atual prefeito declarou essa semana que precisa de mais 500milhões para resolver o problema de vez. Fala sério! Vocês nunca jogaram SymCity na vida não? Daqui a pouco tá valendo a pena demolir tudo e construir a cidade em outro lugar! Dinheiro público não cresce em árvore não rapaziada.

O problema de Vila Velha é que todo prefeito que chega acha que a cidade é só a Avenida Champagnat e a Praia da Costa. Cada um que chega quebra tudo pra fazer um novo canteiro, o outro pra mudar o paisagismo, o outro pra pintar de amarelo e laranja, e agora o atual resolveu quebrar tudo de novo pra botar aquela bendita ciclovia. Prefeito a ideia é boa, mas precisava ser ali? Além de arrancarem as árvores, vocês tão acabando com o comércio do centro (outro dia eu vi uma senhora sair de uma loja arrumando a sacola de compras e quase ser atropelada por uma bicicleta).

Porque não fizeram essa ciclovia na 15 de novembro, ou na castelo branco??? São paralelas, começam no centro e terminam na praia? O transtorno não seria menor e o benefício não seria o mesmo?

Isso tudo é uma pena, porque apesar desses descasos com Vila Velha, a cidade tem uma ótima qualidade de vida. Nasci e fui criado lá, vim pra Vitória há dois anos quando casei, mas pretendo voltar um dia. Tô pensando até em fazer um curso de Gondoleiro pra tirar uma grana extra quando me aposentar!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Retrospectiva 2010

Essa semana fui fazer minhas compras de natal. Como todo final de ano teremos o tradicional amigo X em família. Um na casa dos meus pais, outro na casa dos meus sogros. Como sempre, estipulamos um valor médio para os presentes que na prática todo mundo estrapola, principalmente meu pai e meu sogro. Todo mundo quer ser o amigo desses dois. Eu particularmente já fui e me dei bem!

Enquanto comprava meus presentes, tarefa que como qualquer homem normal odeio fazer. Comecei a fazer minha retrospectiva desse ano. 2010 foi um ano muito bom em vários aspéctos e merece ser celebrado.

Esse ano ganhei um presente de Deus, minha filha nasceu com saúde, cheia de energia e alegria. Quando ela acorda as 3h da manhã gargalhando no berço as vezes acho que é alegria até demais, mas logo ela me contagia e tenho que me segurar pra não entrar na brincadeira, afinal tenho que trabalhar no dia seguinte. Minha vida mudou drasticamente, como pais de primeira viagem minha esposa e eu queremos fazer tudo da melhor forma possível, e isso toma tempo. Mas valhe muito, muito a pena. Até os 5kg que ganhei por parar de pedalar e correr.

Se não bastasse Mariana, também ganhei uma afilhada, minha sobrinha Vittória nasceu em outubro e nesse natal teremos bebes de verdade no presépio! Essas duas vão ser a tampa e panela, já to até imaginando.

No esporte meu time foi campeão depois de 25 anos na fila. E como eu sofri nessa fila. Quantas vezes ouvi as notícias de que havia sido montado um time bom sobre o comando de um Marcus Nunes da vida, comprei meu ingresso, fui no primeiro jogo e não voltei mais. Muito triste. Desses 25 anos muitos deles o Rio Branco nem chegou perto de brigar pelo título. Mas de 2008 pra cá isso mudou, o time se estruturou, chegou muito perto duas vezes e esse ano finalmente aconteceu. DÁ-LHE Brancão.

Na política também foi um ano bom, apesar de não concordar com a maioria que elegeu Dilma nossa nova presidente, como amante da Democracia sou obrigado a reconhece-la como tal. E cada vez que conseguimos eleger nossos líderes de forma civilizada a democracia se fortalece. Mas não confundam, reconhece-la como presidente não me impede de expor minhas opiniões quando elas forem contrárias, a democracia me garante esse direito e provavelmente use esses espaço no blog para isso.

Enfim, depois de 2 horas intermináveis de compras, com lojas cheias e vendedores irritantes, finalmente cheguei em casa e forrei o pé da árvore de natal com os presentes. Mas tudo vale a pena, não pelo presente que vou ganhar em troca, mas pela celebração do Natal com quem você gosta.

Final de ano é época de comemorar, de estar junto com aqueles que você chama de familia. Para nós católicos, a preparação do advento é um momento de reflexão sobre a vida que culmina com a celebração do natal em comunidade. Não deixe passar em branco!

Feliz natal a todos e um próspero 2011!

Ah, já ia esquecendo, como teremos o verão mais quente dos últimos anos em 2011, Mariana tem um recado.

Nesse verão beba bastante água!