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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Pulseira para o Garmin Edge 500


Tenho uma bike speed e durante o pedal uso um Garmin Edge 500 como "ciclocomputador", talvez seja um dos modelos mais populares entre a galera do pedal por ter vários recursos legais e por ter um bom custo benefício. Como também gosto de correr costumo leva-lo durante as corridas para registrar os dados do treino, porém é meio ruim usar ele no bolso ou carregar na mão. 

Procurei na internet se havia algum tipo de pulseira para poder usar o Edge 500 como um relógio de pulso e acabei encontrando numa loja do Ebay o "Garmin Forerunner 910XT Quick Release Kit with Strap". Apesar de não ser o kit específico do Edge 500 eles tem encaixes compatíveis.

Resolvi arriscar e ele acabou de chegar. Fiz um teste driver e funciona perfeitamente, a pulseira é confortável e o aparelho não pesa no braço. Esteticamente não fica lá muito bonito, por causa do tamanho, especialmente se você tem um braço mais fino, porém é muito mais prático do que carregar no bolso, além disso você vai poder conferir os dados do seu treino muito mais facilmente. 

Fica a dica! 

Embalagem do "Quick Release Kit".

Pulseira no Braço. Veja que o encaixe é igual a base que fica na bike.

Garmin Edge 500 devidamente encaixado no pulso.


Visão lateral.


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domingo, 17 de junho de 2012

Desafio de Ciclismo Pe. José de Anchieta 2012 (diário de um "caça-foice")



Final de semana passada participei da minha primeira prova de ciclismo, o Desafio Pe. José de Anchieta. Saímos da praia de Camburi em Vitória e fomos até o município de Anchieta, no sul do estado, num percurso de 86km. Como bom caça-foice que sou, não vinha treinando regularmente por causa de outros compromissos, aquelas velhas desculpas de sempre, mas quando soube da prova me animei e fiz um treinamento intensivo com a equipe Omega nas últimas duas semanas. 


Segue aqui um relato da prova, minhas impressões e comentários:


Largada:
Fui pedalando de casa até Camburi, cheguei cedo pois o kit com a numeração seria entregue no local da largada. Chegando lá encontrei praticamente todo mundo que pedala em Vila Velha e Vitória. O ambiente era muito descontraído com brincadeiras e fotos. Afinal o ciclismo capixaba estava em festa! Ciclistas de várias idades e categorias diferentes numa mesma prova, e ainda recebendo atletas profissionais de outros estados, já que a prova valeu pontos pro Ranking da Confederação Brasileira de Ciclismo.A largada foi dada após o hino nacional e o pelotão entrou em movimento.


km 02 (Praia do Canto):
Entramos na praia do canto no maior pelotão de bikes que eu já tinha visto. Cerca de 300 atletas serpentiando pelas curvas da cidade. Várias pessoas nas calçadas e nas praças adminirando o pelotão com olhos curiosos. Para muitos foi o primeiro contato com uma prova dessa magnitude. Ponto para o esporte!


km 06 (Terceira Ponte):
O pelotão afunila e se espreme em uma pista só para passarmos na via expressa do pedágio. A subida é cruel, ainda bem que estamos no comecinho da prova. A falta de treinamento maltrata o coração! É nesse momento que tenho o meu pico de frequência cardíaca de toda a prova com 180bpm. O vento sul já dá as caras avisando que ia ser o carrasco do dia. Subo a ponte devagar pra não castigar muito as pernas, mas acabo perdendo contato com o pelotão principal, primeiro erro do dia.


km 10 (Vila Velha):
A ponte despedaçou a parte de trás do pelotão principal, criando vários grupos pequenos de caça-foices como eu. Até então a informação que eu tinha é de que a largada oficial seria em movimento então se perdesse o pelotão ali minha vida ia ficar muito complicada. Por isso baixei a cabeça, marcha pesada e acelerei pra pegar o pelotão.


Km 17 (Itaparica):  
Finalmente peguei o pelotão principal. Ufa... agora é passear até a largada e descansar na roda de alguém.


Km 22 (Largada Oficial- Terra Vermelha):
Hora de separar o joio do trigo, nesse caso os ciclistas dos caça-foices. Paramos logo depois do viaduto de Terra Vermelha. Larga a Elite com um carro de apoio, logo após o pessoal da Master, e por ultimo nós iniciantes. Minhas pernas ainda estão 100%, pulmão também. Como demoramos pra largar, consegui recuperar o esforço pra pegar o pelote e ainda deu tempo de mandar pra dentro um carbo-hidrato em gel. O pelotão dos iniciantes sai a todo vapor, pelo visto tem gente que não quer se misturar com “essa gentalha” e parte já a 40km/h. Vão com Deus! Fico no pelotão intermediário na casa dos 30km, sei que o pior ainda esta por vir e o vento sul não ia ajudar em nada.


O pelote vai se esfarelando mais uma vez e fico num grupo de mais ou menos 10 ciclistas. Vamos revessando a cara no vento não muito igualitariamente mas vamos indo bem. 


Km 35 (Pedágio - Queda):
Chegamos no pedágio e um dos funcionários da Rodosol, sempre muito gentis, indicava o caminho pela via expressa: “PRO CANTO, CANTO, CANTO, CANTO!”. Logo depois do pedágio meu grupo diminui a velocidade, uma ambulância está parada prestando socorro pra alguns ciclistas que se envolveram numa queda. Uma das fiscais de prova fala que está tudo bem com eles e seguimos caminho. Não entendi até agora como aquela galera caiu ali, pista boa, reta, sol, será que foi obra de algum caça metido a “sprintista”?


Km 44  (Setiba):
Vamos revezando a frente do “grupeto” a 30km de média até Setiba. Tinha esquecido que com vento sul a reta do pedágio dobra de tamanho. Quando curvamos para o contorno de Guarapari o vento dá uma amenizada mas pra compensar o terreno fica mais complicado. Mas eu treinei aqui, e as pernas ainda estão ok. Vamos simbora!
Em um dos morros me distraio dois segundos, e perco a roda do pelotão. Que vacilo! Corro atrás mas o pelote esfarelou mais ainda, agora somos só 5 e o pior ainda está por vir...


Km 71  (Meaipe):
O contorno de Guarapari é o trecho com maior quantidade de morros, nenhum muito alto, mas a sequência é desgastante principalmente pra mim que não gosta de girar numa cadência muito alta. O problema é que girando   lentamente a força necessária pra subir um morro atrás do outro é maior, e essa força vai se esvaindo aos poucos. Nesse trecho da prova acabo seguindo sozinho a maior parte do tempo, passo algumas pessoas, sou ultrapassado pro outros mas a gente não chega a formar um grupo. Como nessa fase todo mundo já tava castigado, seguir o ritmo do outro apesar de teoricamente ser mais fácil se torna muito complicado. Chego a Meaípe com o sentimento de "o pior já passou! cheguei" mas sou recebido por uma anfitriã bem chata...

Hidratação - Contorno de Guarapari (MonstroFotografia)


Km 86 (Anchieta - Chegada):
... a chuva! Se não bastasse o vento sul na cara durante toda a prova, quando finalmente chego na praia de Meaipe a chuva aperta. O trecho até Ubu (ou Ubá como disse o cara da CBC) é debaixo de uma chuva de vento que rapidamente deixa meu óculos cheio de gotículas me deixando cego. O asfalto tem vários buracos nesse trecho que com a chuva viram poças de lama bem perigosas. Nesse parte da prova minhas energias acabam, diminuo o rítmo, caio pra 23km/h... as vezes até menos. Agora virou passeio ciclístico, o que vale é completar a prova! Já chegando no trevo Dani passa de carro por mim e buzina!!! Minha carona chegou e vai me esperar na linha de chegada! Sebo nas canelas. Passo por um trecho pequeno de paralelepípedos que me deixa com as mãos doendo, mas tá valendo. Poucos metros na minha frente vejo um grupo que tinha passado por mim lá em Meaípe. Vejo que eles estão devagar e aos poucos vou me aproximando. Hora de fazer uma graça, se é pra chegar no final, vamos chegar com classe! Jogo umas três marchas pra cima, posição de ataque, e passo pelo grupinho a toda. Faltavam menos de 2km pra chegada, uma descidinha pra favorecer o sprint final e pronto! Cheguei. Depois de 3h:13m:55s eu cruzo a linha de chegada!


Dados do Percurso (Endomondo)

Incrivelmente, não me sinto cansado no final, as pernas que estavam doendo até meia hora a trás parecem estar zeradas. Será que é endorfina fazendo efeito nos músculos?! Desmontamos a bike, paramos pra almoçar na praia da costa e voltamos pra casa com a medalha no peito! 

Parabéns para os organizadores da prova, por terem agradado a todos, desde o profissional que ganhou na elite, ao caça que aqui vos escreve! Quem mais ganhou com essa prova foi o ciclismos capixaba! 

Ano que vem tem mais!

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domingo, 21 de agosto de 2011

Ciclistas são sabotados com tachinhas nas ruas da USP

Apu Gomes/Folhapress

Ciclistas que treinam na Cidade Universitária, na zona oeste de São Paulo, relatam que têm sido sabotados há cerca de dois meses com tachinhas colocadas nas ruas.

A informação é de reportagem de Natália Cancian publicada na Folha desta segunda-feira (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

Segundo os atletas, as tachinhas são colocadas na região da raia olímpica e na praça da Reitoria, locais onde há maior movimento de bicicletas.

A suspeita é que elas tenham sido jogadas por alunos para furar o pneu das bicicletas. Funcionários do campus falam também em taxistas e motoristas de ônibus, incomodados com o excesso de bicicletas, muitas vezes em alta velocidade --até 45 km/h.

A Coordenadoria do Campus da USP disse que não tinha conhecimento do problema e orienta os atletas a registrarem as queixas na Guarda Universitária para que os casos sejam investigados.

fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/959756-ciclistas-sao-sabotados-com-tachinhas-nas-ruas-da-usp.shtml

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Confiante, Andy garante família Schleck campeã do Tour e promete sacrifícios (by ESPN Brasil)

O Tour de France está pegando fogo e esse ano não tem pra Contador. Pelo menos se depender da confiança dos irmãos Schleck. Veja a reportagem abaixo com as declarações de Andy Schleck publicadas no site da ESPN.

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O luxemburguês Andy Schleck se mostrou confiante que o título da atual edição do Tour de France vai ficar com a família Schelck. Vice campeão das últimas duas temporadas, ele está em quarto, enquanto seu irmão Frank é o vice-líder da competição. “Sabemos que nós dois não podemos ganhar o Tour no mesmo ano. E eu acredito que apenas um de nós subirá ao pódio, mas será de amarelo”, assegurou Andy Schleck, o mais jovem dos irmãos.

“Não queremos acabar em segundo ou terceiro. Preferimos que um ganhe e o outro termine em vigésimo, o que terá se sacrificado pela vitória”, completou. Andy ainda garantiu que a equipe está muito bem na briga pela camisa amarela e colocou cinco ciclistas na briga direta pelo Tour, mas afirmou que o atual campeão, Alberto Contador, não é o mais perigoso deles e tirou o atual líder, Thomas Voeckler, da briga.

“A equipe está completa e em forma. Estou em quarto, e Frank, em segundo. Estamo em uma posição perfeita para iniciar a batalha pela camisa amarela”, disse Andy Schleck. “Há cinco ciclistas na briga, mas Contador não é o rival mais perigoso neste momemto. E os Alpes são mais duros que os Pirineos. Voeckler não é um escalador puro, não está na briga”, completou.

O irmão mais novo da família Schleck ainda garantiu que a estratégia já está traçada, mas pode modificar durante a prova. Andy ainda garantiu que não vai ser derrubado pelo contra-relógio, que não é sua especialidade, da penúltima etapa, em Grenoble. “Já vimos o que vamos fazer na montanha. Mas não gosto de tomar decisões em função dos planos, prefiro fazê-las segunda as sensações que tenho na corrida”, disse Andy.

“A etapa de Grenoble é um contra-relógio que nos favorece, mesmo que não sejamos especialistas. Estou tranquilo que vamos fazer um bom tempo e estou disposto a sopfre este dia”, completou, analisando que chegar na etapa com uma vantagem de 30 segundos já seria o suficiente para manter a amarela.

Andy Schleck está confiante que o título do Tour ficará com sua família

Andy Schleck está confiante que o título do Tour ficará com sua família
Crédito da imagem: Reuters

fonte : www.espn.com.br

sábado, 5 de março de 2011

O Caçafoice

No ciclismo existe um personagem muito famoso e temido chamado "caçafoice". É praticamente uma lenda urbana, todo mundo tem uma estória pra contar sobre um encontro que teve com essa entidade das estradas. Há algum tempo recebi o link de um site chamado http://www.cronicasdebicicleta.com e lá encontrei a definição perfeita do que é o "caçafoice". Toda a vez que leio morro de rir. Segue texto na integra e no final fotos de alguns exemplares. Se você é ciclista e se reconheceu nessa descrição, ou tem alguma estória pra contar, deixe seu comentário:

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Caçafoice é aquele sujeito que, por inexperiência, imprudência ou falta de talento, vive se expondo a perigo em cima de uma bicicleta: ignora as leis do trânsito, perde o equilíbrio quando vai beber água, não sinaliza seus movimentos, não respeita veículo ou pedestre, cai sozinho. Está, enfim, a todo instante, pedindo para ser levado pela Foiçuda — daí o nome.

É fácil reconhecer o caçafoice. Ele não usa capacete (ou o usa alto demais na cabeça), anda na contramão, pedala desavisadamente em lugares pouco recomendáveis, não dá a devida manutenção na bicicleta, xinga o motorista do carro quando se assusta. O caçafoice quase sempre começou a pedalar anteontem, mas gosta de aconselhar, dar explicações, contar histórias, demonstrar conhecimento.

Por falta ou por excesso, o caçafoice sempre peca. Ou está rindo muito, sinal de deslumbramento ou nervosismo, ou fazendo cara de mau, sinal de auto-afirmação — nunca está apenas tranqüilo. Ou não leva água e comida suficientes, passando sede, passando fome ou incomodando os demais com pedidos, ou leva uma imensa mochila com provisões para uma semana, quando uma banana ou uma barrinha de cereal teriam bastado.

Quando em grupo, o caçafoice prefere andar bem na frente ou bem atrás, nunca simplesmente no meio. Bem na frente vai o caçafoice bobo, iludido, querendo comunicar a todos que está forte e bem preparado, e que poderia estar andando mais rápido, não fosse o grupo; bem atrás vai o caçafoice consciente, evitando trair sua condição com barbeiragens involuntárias no meio do pelotão. Os do primeiro tipo, porém, costumam terminar os treinos com os do segundo tipo, porque se desgastam demais no começo, e sua pilha acaba.

A mulher do caçafoice sabe que seu marido não é um talento nato, pois há muitos indícios dentro de casa. O banho do caçafoice é demorado, porque ele chega em casa com uma corrente de graxa tatuada na panturrilha direita. Se houve algum furo de pneu, estarão imundas suas mãos e onde mais tenham elas encostado: testa, braços, pescoço, orelhas. O marido caçafoice gasta muito dinheiro na loja de bicicletas, mas raramente é para trocar seu equipamento por outro superior; normalmente, gasta-o com bugingangas — espelhinhos, faroletes, bolsinhas, cadeados, buzinas, garrafas térmicas, garrafas com canudos — ou com serviços muito simples que poderia ele próprio fazer. A mulher do caçafoice cuida do marido quando ele se rasga, se arranha ou se queixa de dores estranhas, mas evita pedir muitos detalhes — ela sabe que a culpa nunca foi dele.

Hoje conheci um belo espécime. Caça legítimo. Eu estava voltando do treino, às 7h da manhã, fazendo o trajeto da Estrada das Canoas à Mesa do Imperador, quando avistei o sujeito empurrando uma bela mountain bike de carbono. Parei, ofereci ajuda. Ele me pediu uma bomba, seu pneu traseiro estava arriado. Perguntei se não preferia trocá-lo, se ele tinha câmara-de-ar. Disse-me que tinha câmara, sim, mas que preferia apenas enchê-lo um pouco, o bastante para chegar em casa. Se precisasse, tornaria a enchê-lo em algum posto de gasolina, na rua Jardim Botânico.

Feito, agradeceu e saiu em disparada. Guardei a bomba, continuei, e logo estava novamente a seu lado. “Não é contra o relógio, é contra o vazamento de ar”, ele justificou, com esse trocadilho infame, nosso reencontro. Seu pneu estava novamente baixo. Sugeri que parássemos na Vista Chinesa para trocá-lo de uma vez. “Mas você tem ahabilidade?” — perguntou. “Tenho”, respondi, “mas você tem câmara, né?” Ele tinha.

Paramos na Vista. O Rio de Janeiro, lá embaixo, estava sensacional. Não deve ter sido difícil escolher a sede das Olimpíadas de 2016. Difícil foi soltar o pneu da roda do caça. Acho que ele nunca tinha trocado aquele pneu na vida. Havia uma espécie de cola, uma gosma maligna dentro do pneu, grudando o pneu no aro, a câmara no pneu, a fita na câmara. Que lenha! Ele explicou que aquilo era um produto que ele costumava usar num outro pneu, do tipo sem câmara, mas que acabou usando naquele ali também. Com apenas uma espátula (a que eu tinha, mais do que suficiente para os pneus da minha speed), foi tarefa complicada.

Quis ser didático, e ele parecia interessado. Expliquei que devemos encher ligeiramente a câmara nova, antes de colocá-la no pneu, para evitar que ela dobre. Fiz o que disse, mas reparei que o ar escapava da nova câmara, mesmo com o pino devidamente fechado. Localizei o furo. Os furos. A câmara “nova” tinha dois belos furinhos, e seria impossível enchê-la. Como ele não tinha outra, sugeri que colocássemos de volta a câmara velha, que estava, por assim dizer, menos furada. Pelo menos poderíamos enchê-la de quando em quando, até chegar à civilização.

O pino da câmara velha, porém, enferrujado e ressecado, se partiu ao menor contato com a bomba. Restavam duas possibilidades. Uma: usar a minha câmara, para pneus maiores que os dele (aro 700 contra aro 26). A outra: estratégia MacGyver, enchermos o pneu de mato.

Vinham chegando ao local, no entanto, dois outros mountain bikers. Sugeri ao caça do pneu furado que tentasse desenrolar com eles, que lhes perguntasse se o venderiam uma câmara pelo preço justo de, sei lá, dez, quinze reais. O caça não tinha dinheiro — era um caçaimprevidente! O que fiz foi pedir, eu mesmo, uma câmara em doação. Um dos mountain bikersdisse que tinha quatro câmaras (que exagero! Um caça do outro tipo!) e que não se importaria em nos ceder uma. Nesse meio tempo, porém, o caça original tinha conseguido encher a câmara antiga, a do pino quebrado, e ela parecia estar esvaziando muito lentamente, mesmo com furo e sem pino. Vendo isto, ele recusou a câmara do mountain biker e disse que colocássemos aquela mesma. Fiz o que ele me pediu, após o que, novamente, saiu em disparada.

Fiquei um tempo na Vista, conversando com os dois mountain bikers e com outras pessoas que lá chegaram. O assunto era justamente a beleza do dia e da cidade, e a facilidade da escolha para 2016. Na despedida, um deles falou: “Aposto que o outro está lá pela cachoeira com o pneu vazio de novo. Devia ter aceitado a câmara.”

Não deu outra. Na cachoeira, bem no meio da descida, ele empurrava a bicicleta. Encostei novamente e emprestei-lhe a bomba — na verdade enchi para ele o pneu, pois ele estava com “lombalgia”. E repetiu-se a cena duas ou três vezes até que chegamos à rua Jardim Botânico. Agora, ele estava seguro. E, seguro, estava feliz. Não há nada como um caçafoice feliz! Que fez então? Saiu em disparada.

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Olha a felicidade do Caça!!!

Sozinhos já são perigosos, se vir um bando CORRA!!!

sábado, 8 de janeiro de 2011

Primeiro Pedal do Ano!

Hoje finalmente consegui sair para pedalar com a galera na Rodovia do Sol. Acordei as 05h da matina, comi minha banana, vesti meu uniforme e fui encontrar com o pessoal da equipe Omega na frente da GRBikes, ponto de encontro dos ciclistas de Vila Velha.

Como estou ligeiramente acima do peso sofri um pouco pra acompanhar o resto do pessoal (máxima de 47km/h no Cateye) mas foi muito divertido como sempre. Aliás como bom caça foice que sou, esqueci vários itens elementares para um bom pedal como água e câmara de ar reserva. Por sorte me lembrei disso ontem a noite e consegui emprestadas com Emílio (amigo, compadre e cunhado, não necessariamente nessa mesma ordem).




Eu, saindo de casa pra pedalar depois das festas de fim de ano.

Durante o pedal fiquei me lembrando dos motivos que me levaram a escolher esse esporte e que me fazem sempre voltar a praticar quando por algum motivo não consigo manter a frequência nos treinos. E acabei me lembrando de uma troca de emails que ocorreu na lista da Omega ano passado, onde vários de nós colocaram seus depoimentos e suas visões sobre o ciclismo. Vou reproduzir parte dele aqui.

Sempre pratiquei esporte, sempre foi meu principal lazer, passei pelo futebol, volei, natação e corrida. Sempre adorei atividade física, e pratico desde que me entendo por gente. Quando surgiu a ideia de pedalar, no começo de 2008, topei na hora, comprei uma montain bike de segunda mão (caça foice mão de vaca), e fui para estrada.

Gosto muito de esportes coletivos pela diversão e pela atividade social, sempre joguei minha pelada semanal. Mas também adoro esportes individuais como a corrida e a natação, pois propiciam um momento de superação individual e de pensar na vida. No ciclismo consegui ver muito dos dois lados e isso me prendeu ao esporte.

Um outro aspecto forte é a competitividade, não gosto de ficar entre os últimos e nem estou acostumado. Mas como a vida é composta por vários outros aspectos (social, financeiro, familiar, etc) não tenho conseguido nos últimos tempos priorizar o esporte. Essa é a razão pela qual sempre que eu volto, volto com gana pra recuperar o tempo perdido.

O ciclismo é um esporte incrível, onde você tem a oportunidade de se relacionar melhor com sua mente, seu corpo, seus amigos e até com a natureza se você tiver a sorte de morar num lugar lindo como o Espírito Santo.

Fica o convite, todo o sábado em frente a Rodoviária de Vila Velha. Vamos ver se sábado eu consigo ir de novo.